O que é Aquecimento Global?

Cidade PoluiçãoO aquecimento global é o aumento da temperatura média do ar perto da superfície da terra e dos oceanos, que se iniciou durante o século XX e continua até hoje.

As consequências do aquecimento global podem ser catastróficas. Por isso, atualmente, é um assunto que está em alta e que gera preocupação, já que diz respeito ao planeta e as pessoas que nele habitam.

O Brasil está na lista de países mais prejudicados pelo aquecimento global e pode sofrer com as mudanças climáticas ocasionadas pelo mesmo.

As mudanças climáticas são uma realidade, o clima global tem elevado e decaído de forma notória nos últimos mil anos.

Segundo o Greenpeace, se a taxa de aumento da temperatura continuar no ritmo atual, grande parte das geleiras na Suíça e em outras partes do mundo desaparecerão totalmente até o ano de 2080. Em 150 anos, as geleiras alpinas, por exemplo, tiveram uma redução de cerca de um terço de sua superfície e aproximadamente metade de todo o seu volume.

Se em países frios a destruição já chegou a esse ponto, imaginem em um país tropical e grande como o nosso?

Aquecimento Global no Mundo

Relatório entitulado “Mudanças Climáticas 2014: Impactos, Adaptação e Vulnerabilidade”, divulgado em 31 de março de 2014, em Yokohama, Japão, pelo IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change - órgão da ONU que informa o mundo, cientificamente, sobre as mudanças climáticas), acende o alerta roxo para os riscos globais de inundações, conflitos e fome.

Nele constam detalhes dos impactos sofridos até o momento, os futuros riscos e prováveis medidas de minimizá-los. Segundo o IPCC, o impacto do aquecimento global será grave, abrangente e irreversível. Até o momento, os efeitos são mais incidentes sobre a natureza, mas a humanidade sentirá um impacto cada vez maior. Serão afetados a saúde, habitação, segurança da população e, principalmente, a alimentação.

Cientistas afirmam que a vulnerabilidade, ou seja, a falta de planejamento e preparo, além da exposição das pessoas às tendências climáticas é alta e que, definitivamente, ninguém está imune. A adaptação pode ser a chave para a redução dos efeitos do aquecimento.

Já se pode notar as consequências do aquecimento global em diversos cantos do planeta, como cheias e estiagens no Reino Unido, Califórnia e Austrália, invernos rigorosos nos Estados Unidos e um tufões nas Filipinas.

Resumidamente, o planeta já atingiu um estágio alarmante e poucas atitudes estão sendo tomadas em relação a isso. Para limitar o aumento da temperatura em 2ºC, a emissão de gases do efeito estufa deve ser reduzida a 70%, no mínimo, até 2050. Inclusive, há previsões de que no futuro seja necessário extraí-los do ar.

Uma Verdade Inconveniente (2006)”  foi um documentário criado pelo então ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore, para alertar, sensibilizar e educar o mundo sobre os efeitos do aquecimento global.

A Farsa do Aquecimento Global

Alguns teóricos apontam que a ideia de aquecimento global é uma farsa. Ricardo Augusto Felício, doutor em climatologia da Universidade de São Paulo (USP), elaborou uma tese afirmando que todo o cataclisma veiculado não passa de uma grande mentira com fins econômicos e políticos.

O cientista reforça que o aquecimento global está relacionado a um conceito físico que não existe e que o CO2 não é o maior contribuinte do aquecimento global. Outra teoria infudada, segundo Felício, é a do derretimento das calotas polares. De 160 mil geleiras existentes no Planeta Terra, somente 50 são mapeadas para se chegar a conclusão de que todas estão derretendo - até porque, isso seria parte de um fenômeno normal interglacial na qual estamos atravessando.

Cientistas russos como Rauf Galiulin e Vladimir Bashkin afirmam que o planeta entrará em uma nova era glacial e que o aquecimento global não passa de uma conspiração, criada para desacelerar o consumo de gás natural, carvão e petróleo. A intenção seria controlar o preço de mercado desses três combustíveis.

Será que é Tarde para Salvar o Planeta?

Rio Poluído PneusMedo é uma palavra que se vem à mente, quando o assunto são as catástrofes eminentes, geradas pelo aquecimento global. Arrependimento também é outro sentimento despertado quando refletimos sobre o que poderia ser evitado, se a política de conscientização da conservação do meio do ambiente tivesse sido levada mais a sério.

Escassez de comida, água, aumento do número de desastres ambientais, como enchentes, secas extremas, desertificações, ciclones, tsunamis, dentre outros, colocam em risco a sobrevivência no planeta.

Segundo cientistas renomados, relatórios da ONU e o IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change), a Terra se encontra em um estágio alarmante e irreversível. A previsão é que a população sofrerá uma redução drástica e só sobreviverá quem souber se adaptar ao que está por vir.

E a pergunta que nos cabe fazer: quais medidas adotar para reduzir ou amenizar as consequências do inevitável?

A atividade humana é uma das principais causas do efeito estufa, que consequentemente gera o aquecimento da Terra. Destacam-se o desmatamento, utilização de termelétricas, atividade industrial, refinarias, agricultura e pecuária, utilização de combustíveis fósseis e decomposição do lixo. Se todas essas práticas são inerentes à evolução humana, fica a pergunta: como evoluir, sem destruir?

O consumismo desenfreado é um tópico que direta ou indiretamente influencia no equilíbrio climático da Terra. Exemplo simples: A matéria prima utilizada na fabricação de um carro, por exemplo, é retirada da natureza, da mesma maneira que seu combustível.

Atualmente, uma família de classe média usufrui de dois automóveis na garagem e sempre se desloca para o trabalho/escola/lazer motorizada. Naturalmente, a queima do combustível gera poluição que, por sua vez, gera o efeito estufa e, enfim, afeta o equilíbrio da temperatura no planeta.

Antigamente, não havia “obrigatoriedade” em se dispor de um carro para se locomover, quanto mais dois. Mas a comodidade e o conforto foram considerados prioridades e a utilização de meios de transporte alternativos, como coletivos e bicicletas, foram deixados de lado - e a consciência ambiental também. Afinal, quem se lembra de ir a pé à padaria da esquina para poupar o meio ambiente e até para praticar uma boa caminhada? Quase ninguém. E é exatamente aí que se encontra o erro: em nossas pequenas atitudes.

É muito mais cômodo apontarmos as grandes indústrias como as responsáveis pelo aquecimento global; mas, quem é o consumidor dos produtos industrializados? E que, por vezes, consome de maneira exagerada, sem necessidade, e nem se dá conta disso. Não se dá conta que sustenta os bolsos de um pequeno grupo de líderes, privilegia seu próprio “bem-estar” e prejudica toda a população, mesmo que inconscientemente.

Certamente, empresários aumentam a produção de acordo com a demanda. Se a demanda é alta, as engrenagens da indústria trabalharão na mesma proporção.

Quem se preocupa em reciclar garrafa pet, aquele plástico que serviu de recipiente para o refrigerante do jantar? Não necessariamente reciclar, mas apenas dar a destinação correta a mesma? Será que pesquisamos se determinada empresa de fabricação de papel, por exemplo, adota políticas sustentáveis, como o reflorestamento?

Quem se lembra de desligar os aparelhos eletrodomésticos da tomada, no modo “stand by”, quando não está fazendo uso dos mesmos? Lembre-se que essa energia, consumida de maneira inadequada, não é reposta. As termelétricas não param de gerar essa energia, muito menos se “dão conta” que tal residência gasta desnecessariamente.

Essas são simples atitudes que poderiam ter feito a diferença ou ainda podem amenizar os desastres previstos pelos cientistas. Por que esgotar as riquezas naturais que o planeta nos oferece em abundância? 

Qual será nossa herança aos nossos filhos e netos? Esse é um momento propício para questionamentos e de revermos nossos atos.

Como Combater o Aquecimento Global?

Planeta Terra ClipArtMuitas pessoas acreditam que o problema do aquecimento global não deve ser levado a sério e que o planeta não precisa da ajuda humana para evitar um colapso.

É claro que existem outros milhares de problemas graves a serem resolvidos que dizem respeito à humanidade, como a fome, a falta de moradia, as doenças, que matam muitos hoje em dia. Mas, imagine se não tivermos um lugar propício para viver e enfrentar esses problemas? O aquecimento global é um problema de longo prazo, que não precisa de medidas tão complicadas para ser resolvido. Não podemos nos dar ao luxo de ignorar esse problema e fingir que nada está acontecendo, porque está.

Tudo que fizermos agora, ou o que não fizermos, terá resultado em algumas décadas, talvez não sobreviveremos para presenciar esses efeitos, mas nossos filhos, netos e bisnetos presenciarão, e sofrerão com tudo isso.

O buraco na camada de ozônio, por exemplo, será um problema resolvido daqui a alguns anos, com a ajuda da tecnologia e de empreendimentos humanos.

Já o aquecimento global é um problema mais complexo, mesmo se pararmos de emitir os gases responsáveis pelo efeito estufa, o planeta ainda demorará séculos para voltar ao normal, já que em algumas regiões os estragos já são grandes, como no gelo ártico, que em 2050 poderá desaparecer completamente.

A questão é que não podemos mais esperar para tomar as medidas de resolução do problema do aquecimento global.

Sem uma resolução certa, o máximo que podemos fazer é diminuir o ritmo desse efeito. Caso a população mundial não diminua as emissões de gases entre 60% e 70% até 2050, no final do século, a temperatura poderá subir apenas 2 e 2,5 graus, diferente do que é esperado se continuarmos com a emissão desenfreada, que geraria um aumento de até 5 graus nesse mesmo período.

Em relação à diminuição da emissão de CO2, o que importa no cálculo é a concentração 'líquida' do poluente, ou seja, a diferença entre o que é absorvido pela Terra e o que é emitido pelo homem. Uma boa solução para isso, seria, além de diminuir essa emissão, trabalhar no 'sequestro' desse carbono, que são maneiras de captar o poluente e evitar a absorção dele pela Terra. O aumento de áreas de florestas e a armazenagem de gás carbônico no subsolo, que é uma tecnologia ainda em estudo (em 2013, cientistas concluem que injeção de CO² no subsolo de algumas regiões, pode ter relação com terremotos recorrentes), são algumas das maneiras de camuflar a emissão de CO2.

Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC)

Por meio da Lei nº 12.187/2009, o Brasil instituiu a Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC). O PNCM é o compromisso nacional voluntário com o objetivo de adotar ações que visam reduzir as emissões de gases do efeito estufa (GEEs), em relação às emissões projetadas até 2020. Estimativas anuais de emissões de gases estufa no Brasil são elaboradas para facilitar o entendimento de segmentos interessados da sociedade. O órgão responsável pela elaboração é o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCT) e as estimativas e outros projetos podem ser acessados em seu site.

Baixo Carbono e a Copa do Mundo

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) divulgou uma Chamada Pública no intuito de receber doações de créditos de empresas, para a Compensação de Emissões de GEEs do Campeonato Mundial de Futebol 2014. Essas transações não envolvem dinheiro, mas sim o comprometimento dos países em cancelar as RCEs (Reduções Certificadas de Emissões), para compensar o evento. As empresas doadoras receberão o Selo Sustentabilidade - Baixo Carbono e seus nomes serão veinculados aos relatórios do MMA.

Greenpeace no Brasil 

O Greenpeace existe no Brasil desde a primeira conferência ambiental da História, conhecida como Eco-92. Seus integrantes defenderam e defendem diversas causas como: uma ação contra a usina nuclear de Angra, proibição da importação do lixo tóxico, campanhas contra o uso dos gases CFC e de transgênicos, proteção da floresta amazônica, dentre outros.

Em relação ao efeito estufa e aquecimento global, os ativistas do greenpeace trabalham em prol da redução das emissões de GEEs. A entidade pressiona o governo a adotar e a incentivar a produção de energia limpa (energia solar, eólica, etc.).

As quatro principais soluções citadas pelo Greenpeace para o aquecimento global são:

  • investir em política energética inteligente, ou seja, as renováveis - as industrias automobilística, por exemplo, devem parar de fabricar carros com tecnologia antiga, que consomem combustíveis fósseis;
  • incentivar a produção de novas energias;
  • zerar o desmatamento no mundo;
  • conservar os oceanos.

5 Medidas Simples para Consumo e Desenvolvimento Sustentável

Acima foram citadas providências a médio e longo prazo que são e seriam adotadas por órgãos, países, indústrias e até empresários, na tentativa de minimizar a emissão de GEEs na atmosfera. Abaixo, estão relacionadas atitudes simples que qualquer cidadão consciente pode praticar ou mudar, para um consumo racional e desenvolvimento sustentável.

1) Economia de Água

- Pode-se reutilizá-la na lavagem da calçada ou carro, por exemplo;

- Prefira o banho de chuveiro ao de banheira;

- Feche a torneira quando estiver escovando os dentes ou se ensaboando no banho.

2) Reciclagem

- Colabore com a reciclagem e faça coleta seletiva de lixo;

- Transforme seu lixo orgânico em adubo;

- Sobre embalagens, ao comprar, prefira o refil;

- Minimize o uso de sacolas plásticas.

3) Poluição

- Regule os automóveis para evitar a queima desregulada de combustíveis. Se possível, deixe o automóvel em casa e utilize o transporte coletivo ou bicicletas. Prefira sempre a energia limpa!

4) Economia de Energia

- Troque lâmpadas convencionais por fluorescentes;

- Evite tomar banhos prolongados, principalmente se a água for aquecida;

- Evite água quente no lava louças;

- Regule o ar condicionado em temperatura adequada, limpe frequentemente o filtro e feche as janelas quando ele estiver acionado;

- Evite aparelhos domésticos ligados desnecessariamente ou em modo stand by e luzes acesas pela casa;

- Evite abrir a geladeira muitas vezes ao dia e deixá-la próxima ao fogão, por exemplo;

- Máquinas de lavar devem ser utilizadas somente quando houver bastante roupa suja;

- Prefira estender a roupa no varal a utilizar o secador de roupa.

5) Desmatamento

- Não pratique desmatamento ou queimadas. Se possível, plante mais árvores.